segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

caranguejo-branco-da-areia ou caranguejo-da-areia

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Crustacea
Classe: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Infraordem: Brachyura
Superfamília: Ocypodoidea
Família: Ocypodidae
Género: Ocypode
Para ficar longe do alcance da água, a maria-farinha cava buracos na areia, preferindo o limite extremo da praia, onde a vegetação se instala. É aí que constrói sua toca, cavando-a com as quelas, que usa como escavadeiras, e transportando para longe a areia retirada.Crustáceo, animal artrópode de respiração branquial, circulação aberta possuindo sistema digestivo completo e dois pares de antenas, onde se situam o sistema de excreção, feita por um par de glândulas verdes.
Sua cabeça e tórax são fundidos numa só peça (cefalotórax), exoesqueleto calcário rígido que é mudado, permitindo assim o crescimento do seu corpo. Nos jovens essa mudança ocorre a cada duas semanas, enquanto nos adultos acontecem duas vezes ao ano.
Este processo ocorre da seguinte forma: o cálcio é reabsorvido, as cutículas velhas são digeridas, dando lugar a um novo esqueleto, separando-se do velho, os músculos e outras estruturas internas amolecem e diminuem de volume, permitindo a saída do crustáceo, do velho exoesqueleto.
Os crustáceos são divididos em duas classes: Cephalocarida e Malacostraca, a qual a Maria-farinha pertence, crustáceo decápode da família Ocypodidae, tem semelhança ao caranguejo, também conhecida como caranguejo-branco-da-areia ou caranguejo-da-areia.
Esta se mantém distante da água, fazendo seus buracos nas areias das praias, utilizando as “quelas”, patas que auxiliam como escavadeiras e transportadora de areia, sua alimentação é composta de microorganismos marinhos. Estes e outros crustáceos são encontrados no ambiente flúvio-marinho e variam quanto sua forma, tamanho, gênero e espécie.

Peixe Palhaço


Nome Comum: Peixe palhaço

Nome em espanhol: Pez payaso rojo

Nome em Inglês: Red Clownfish or Tomato Anemonefish

Nome Científico: Amphiprion frenatus

Filo: Chordata

Superclasse: Pisces

Classe: Osteichthyes

Ordem: Perciformes

Família: Pomacentridae

Características:Comprimento: 8 m

Cor: Vermelho-ferrugem, com listras verticaisCabeça curta, boca pequena, dentes pouco desenvolvidos.

Alimentação: Camarão, artêmia, flocos industrializados



O peixe-palhaço ou anfitrião passa todo o tempo perto das anêmonas-do-mar. Ele se esconde do perigo e dorme no meio dos tentáculos venenosos da anêmona. Às vezes, chega mesmo a roubar alimento da boca de sua protetora, embora também traga comida para um lugar onde ela alcance. Este pequeno peixe, ao contrário de outros, está a salvo dos ferrões da anêmona.O motivo pelo qual o peixe-palhaço não sofre os efeitos das células urticantes da anêmona ainda não é bem conhecido. Alguns cientistas acreditam que o muco que recobre o peixe protege-o contra o veneno. Entretanto, somente os peixes-palhaços sadios estão protegidos. Os doentes são mortos pela anêmona.
O peixe-palhaço ou anfitrião é encontrado nos oceanos Atlântico e Pacífico. É pequeno, ágil e de colorido brilhante. A fêmea põe seus ovos na base de uma anêmona-do-mar.






Queen Angelfish

Queen Angelfish
Nome: Holacanthus ciliaris
Nome comum (BRA): Anjo Rainha
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Família: Pomacanthidae
Tamanho: 45 cm
Atitude: Solitário
Reef.: Só Jovem
Origem: Oceano Atlântico Ocidental
O peixe Anjo Rainha pertence à família dos Pomachantidae, a mesma família do Frade. Localizados no oeste do Atlântico, da Florida até a costa brasileira, muito pouco freqüentes no sul do Brasil. Encontrados em ambientes de recifes costeiros, geralmente sozinhos ou em pares. São considerados um dos peixes de águas tropicais de ambientes recifais mais bonitos encontrados no Brasil. Suas nadadeiras peitorais e caudal de cor amarela. Podem atingir até 45 cm e pesar 1,5 kg. Os indivíduos jovens desta espécie atuam como limpadores de ectoparasitas de outros peixes, esta relação com outros peixes é chamada de relação inter-específica harmônica de protocooperação. Encontram-se atualmente na lista da fauna ameaçada de extinção do Ibama.
São herbívoros, alimentando-se de esponjas,(Zooplâncton, Artêmia viva, anfípodes, copépodes, zoobentos, microcrustáceos do aquário, corais, anêmonas e outros cnidários, microalgas, esponjas, macroalgas, pedaços de peixe, camarão, carne, congelados, patês, ração), também estão incluídos em sua dieta algas, pólipos de corais e pequenos invertebrados. Alimentam-se também do fitoplâncton dinoflagelado (Gambierdiscus toxicus) que contém ciguatoxinas, esta toxina se acumula em seu organismo e pode causar o chamado envenenamento de ciguatera para quem se alimenta de um peixe Anjo com ciguatoxina acumulada. São raramente letais, mas o efeito do envenenamento pode durar semanas. Outros peixes como a Garoupa e a Barracuda também absorvem a ciguatoxina.
Sua reprodução é assexuada, os ovos da fêmea e os espermas do macho são liberados na água onde serão fertilizados. Em torno de 15 a 20 horas após a fertilização estarão prontos para eclodir os ovos fecundados em sua fase larval. Em 48 horas após a eclosão dos ovos, terão se desenvolvido o suficiente para que possam nadar.
Referências:
SZPILMAN, M. Peixes Marinhos do Brasil: guia pratico de identificação. Instituto Ecológico Aqualung. Rio de Janeiro: Cochrane, 2000. 288p
WEGNER, E. (Org.). Guia de mergulho de Florianópolis – Ilha de Santa Catarina. Universidade do Vale do Itajaí, 2004. 112p

Aplysia dactylomela


NOME VULGAR: lesma-do-mar, lebre-do-mar, tinteiro, tintureiro.
POSIÇÃO SISTEMÁTICA: (segundo Rios, 1994)
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Opisthobranchia
Ordem: Aplysiacea
Família: Aplysidae
Gênero: Aplysia
Espécie: Aplysia dactylomela
Sinonímia: A. aequorea, A. protea
Autor da espécie e ano da descrição: Rang, 1828


HÁBITAT/MODO DE VIDA: Os opistobrânquios são moluscos marinhos adaptados à vida em todos os tipos de fundos ou na massa d’água.Aplysia dactylomela é bentônica, ou seja,vive associada ao substrato onde rasteja, mas também pode nadar com projeções do pé (parapódios). Na época de desova são encontradas na zona entre-marés, associadas com algas marinhas, que lhes servem de proteção e alimento. São animais lentos e de fácil captura mas, em situações de ameaça, eliminam um líquido púrpura, que facilita sua fuga.
ASPECTOS MORFOLÓGICOS:Os opistobrânquios são os gastópodos que apresentam brânquias na parte posterior do corpo (opisto=posterior). Têm cabeça bem desenvolvida, provida de um ou dois pares de tentáculos. Podem apresentar uma concha interna e uma cavidade posterior reduzida, onde se encontram as brânquias (cavidade paleal) ou não apresentar concha nem cavidade paleal, tendo as brânquias expostas. Aplysia dactylomela tem simetria bilateral e tamanho próximo a 15cm. Apresenta cabeça com dois pares de tentáculos. Sua cor é amarelo-esverdeada, com manchas negras esparsas. A concha desta espécie apresenta tamanho reduzido e não é visível externamente pois é encoberta por uma dobra delgada da epiderme, denominada manto. Os aplisilídeos têm longas células nervosas e por isto tornaram-se modelos de estudo da aprendizagem e do funcionamento do cérebro.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA:Mundial: Tropical e subtropical; no Brasil, ocorre de Fortaleza a São Paulo.No Estado: A distribuição na Bahia não é conhecida, mas é freqüente nas praias de Salvador e do litoral norte.
HÁBITOS ALIMENTARES: Aplysia dactylomela é herbívora, alimentando-se de algas, sobretudo do gênero Ulva (alface-do-mar).
REPRODUÇÃO:Como todo opistobrânquio, Aplysia dactylomela é hermafrodita, e sua cópula promove troca mútua de espermatozóides. Os ovos são depositados dentro de cordões gelatinosos amarelos, que ficam presos entre as algas ou em outro substrato e o desenvolvimento é direto.